sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Cachalotes adotam golfinho deformado

Cachalotes adotam golfinho deformado
Um grupo de cachalotes que albergava um golfinho deformado no seu seio foi avistado em 2011 por investigadores de um instituto alemão. O fenómeno, raro, ocorreu ao largo do arquipélago dos Açores.
Em 2011, os ecologistas comportamentais Alexander Wilson e Jens Krause, do Instituto Leibniz de Ecologia de Água Doce e Pesca, na Alemanha, foram surpreendidos ao descobrir que um grupo de cachalotes tinha aceite um golfinho adulto no seu grupo. O feito é tanto mais surpreendente quanto o facto de o cachalote não ser uma espécie conhecida por criar laços afetivos com outras espécies, e porque o golfinho apresenta uma deformidade em S na coluna.
Os dois investigadores observaram este grupo ao largo do arquipélago dos Açores por um período de oito dias. Ao longo desse tempo foi possível verificar que o golfinho viajava, 
interagia e chegava mesmo a tocar nos dois cachalotes adultos e nas suas crias. Em algumas situações, descrevem Alexander Wilson e Jens Krause à revista National Geographic, quando o golfinho esfregava o seu corpo contra os cachalotes era possível vê-las a a retribuir o gesto.
Entre animais terrestres, as interações entre espécies são algo usual. Estas alianças, muitas vezes temporárias, têm sobretudo como objetivo em prol da proteção contra predadores comuns ou para ambas as espécies se alimentarem, recorda Alexander Wilson.
John Francis, biólogo marinho e vice-presidente na National Geographic Society para a investigação, conservação e exploração, adianta também que estas alianças podem servir para uma necessidade de companhia dos animais.
A verdade é que, embora os golfinhos sejam conhecidos por serem animais muito sociáveis, Alexander Wilson considera que esta aliança entre um cachalote e um golfinho é algo muito raro e que, do que tem conhecimento, nunca tinha sido testemunhado antes.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3015280&seccao=Biosfera
Reflexão: Achei muito interessante, pois não é algo que observamos diariamente. Apesar das diferenças conseguem "conviver" e acho que a Natureza nos mostra o lado bom das coisas e nos só temos de aprender com isso!

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